5 comerciais antigos que mostram como a publicidade na TV evoluiu — Sinergia Publicidade

5 comerciais antigos que mostram como a publicidade na TV evoluiu

5 comerciais antigos que mostram como a publicidade na TV evoluiu

Em 1950, a televisão chegou ao Brasil e, desde a primeira transmissão, nenhum outro meio de comunicação foi mais presente na vida dos brasileiros. A TV acompanhou muitas mudanças históricas e a publicidade também evoluiu, o que pode ser notado se compararmos os comerciais antigos aos atuais.

Muitos podem pensar que, com o avanço das redes sociais, a televisão está deixando de ser o melhor canal para a divulgação de produtos. Bom, claro que há a necessidade de se adaptar também a esses novos meios de comunicação, mas restringir-se apenas a eles pode ser um grande erro.

Pesquisas já comprovaram, por exemplo, que os comerciais da TV ainda capturam mais visão ativa do que os do YouTube. Isso significa que, mesmo se a audiência parecer menor, o público presta mais atenção nos comerciais da televisão. Esse é um dos motivos pelos quais continua sendo importante investir nesse meio.

Tendo isso esclarecido, vamos conhecer um pouco mais sobre os avanços da publicidade na TV e o que podemos esperar das propagandas para os próximos anos!  Neste artigo, citamos alguns comerciais antigos que marcaram cada década, para mostrar essa evolução na TV. Confira!

1. Anos 60: a influência musical

Na época em que a TV era em preto e branco, os comerciais eram bastante influenciados pelo estilo das rádios, com músicas e jingles. A marca de sabonete Gessy é um exemplo. Na propaganda, em que três modelos cantavam sobre o produto, ficam claros os elementos dos anos 60.

O comercial da marca de cobertores Parahyba também é um exemplo clássico. Ele reunia uma bela animação a uma música tão marcante que muitos a conhecem ainda hoje.

Para além dos jingles, os comerciais da época também contavam estórias, como é o caso da Boneca Pierina, cuja propaganda retratava o brinquedo como a realização de um sonho infantil, criado por um mágico.

2. Anos 70: a busca pela liberdade

A TV já tinha cores na época em que surgiram vários símbolos de uma juventude em mutação, como os hippies e o movimento tropicália — quando artistas denunciavam a situação no Brasil. A Pepsi criou polêmica com um comercial na época, que pareceu ser uma crítica:
na propaganda, jovens em uma festa bebiam o refrigerante, dançavam e cantavam frases como “só tem amor, quem tem amor pra dar. Só o sabor de Pepsi que mostra o que é amar” e refutavam críticas às suas aparências.

Foi nessa década também que a televisão brasileira ganhou o primeiro prêmio no exterior por um personagem, a Barata da Rodox. O comercial tinha uma animação simples, porém, o roteiro era bastante inovador para a época.

3. Anos 80: o avanço da propaganda

Nessa década, os comerciais focaram mais nas marcas, seus benefícios e na concorrência. As Casas Pernambucanas, por exemplo, produziram um comercial engraçadíssimo: ladrões entravam em sua loja para assaltar, mas ninguém tinha dinheiro, devido às facilidades de pagamento que a rede oferecia.

Araldite, por sua vez, fez uma brincadeira com a Coca-Cola e a Pepsi, dizendo que seu produto, uma cola, unia o que parecia ser impossível. A criatividade rendeu um prêmio em Cannes, na França.

Já a Caloi conquistou o público com um adorável comercial em que crianças espalhavam bilhetinhos pela casa para lembrar os pais de comprarem sua bicicleta. Esse foi mais um exemplo de publicidade que dava grande destaque à marca.

4. Anos 90: o consumismo

Essa época foi de muitas reviravoltas político-econômicas no mundo e de crescimento nos setores de telefonia e internet. O apelo ao consumismo era muito comum. Um grande exemplo é o comercial de um dos chocolates da Garoto, em que uma menina dizia: “Compre Batom, compre Batom. O seu filho merece Batom”, como se estivesse hipnotizando as mães de família. As tesouras do Mickey e da Minnie fizeram uma abordagem semelhante, com apelo ao sentimento de inveja das crianças.

Outra tática era ressaltar a qualidade de uma marca, comparando-a às outras de forma superior. É o caso, por exemplo, do famoso bordão “não é nenhuma Brastemp”, que passou a ser muito utilizado popularmente para se referir a produtos de pouca qualidade.

Nem todas as propagandas da época, porém, eram tão consumistas. A Parmalat, por exemplo, fez tanto sucesso com seus bichinhos, que muitas crianças da época tiraram fotos com aquelas fantasias. A Embratel, por sua vez, encantou com três garotos explicando como usar o DDD para fazer ligações no Brasil.

5. Anos 2000: os efeitos gráficos

Nessa época, devido aos avanços na tecnologia, os comerciais puderam usar efeitos melhores. A Volkswagen, por exemplo, ganhou um prêmio pela estória sobre um “cachorro-peixe” que acompanhava seu dono, um surfista, em suas aventuras. A ideia expressa no slogan era: “Space Fox: cabe o que você imaginar”. A tartaruga da Brahma e o Dollynho em 3D são bons exemplos do uso de efeitos gráficos da época e lembrados até hoje.

Bombril também resolveu brincar com a virada do século e a ascensão tecnológica. Em um de seus comerciais, o garoto propaganda aparece como um robô, que divulga o produto e comenta sobre a chegada dos anos 2000.

6. 2010: a participação do público

Nos últimos anos, além de apostar nos efeitos especiais, muitas marcas utilizaram a participação do público e a sensibilização emocional em seus comerciais. Um exemplo disso é a propaganda da Dove, que trouxe um experimento social, onde mulheres tinham que optar por uma entrada em que estava escrito “bonita” ou uma em que estava escrito “comum”. A ideia era debater sobre a autoimagem e os padrões de beleza, além de divulgar o seu produto, claro.

Magnum, por sua vez, trouxe histórias reais para seus comerciais, na campanha ”Be True To Your Pleasure”. Essa foi, inclusive, uma das primeiras vezes em que uma marca trouxe a participação de transsexuais em suas propagandas.

Houve, ainda, aqueles que apostaram no senso de humor. É o caso do comercial do Snickers, que traz um adolescente extremamente mal humorado, que se transforma na Beth Faria e só volta ao normal quando seus amigos lhe dão um desses chocolates para matar a sua fome.

7. 2020: o que podemos esperar para a próxima década

É evidente que os consumidores continuam se transformando e, com isso, os comerciais também precisam mudar. Com a aproximação do ano de 2020, já podemos especular algumas das próximas tendências da publicidade.

Espera-se que temas como a diversidade e o feminismo apareçam cada vez mais nas propagandas de TV. Além disso, a inclusão e o respeito às diferenças também deve passar a ser mais abordado. O Bradesco, por exemplo, já aderiu a essa ideia em seu último comercial de Natal, como parte da campanha “2019: Você Faz Acontecer”. A produção traz personagens que ilustram a pluralidade do público brasileiro.

Se você analisar e comparar os comerciais antigos aos atuais, poderá perceber que as propagandas mudam de acordo com os avanços na cultura e tecnologia. Segundo um estudo, as mídias digitais devem abranger 50% dos investimentos publicitários, superando os aportes na TV. A integração dessas estratégias deverá ser, então, uma tendência para o futuro — e muitas empresas já a aplicam em suas ações.

Gostou de saber mais sobre os comerciais antigos? Você se lembra de algum deles? Esperamos ter ajudado a compreender um pouco mais sobre o desenvolvimento do mundo da publicidade. Aproveite e compartilhe este artigo com seus amigos empreendedores nas redes sociais!