O que é neuromarketing e como a ciência ajuda as marcas? — Sinergia Publicidade

O que é neuromarketing e como a ciência ajuda as marcas?

O que é neuromarketing e como a ciência ajuda as marcas?

Destacar-se no mercado, diferenciar-se da concorrência e chamar a atenção do consumidor são desafios cada vez mais complexos. Basta olhar ao seu redor para ver a avalanche de ofertas e informações a que somos expostos diariamente. Dessa forma, é urgente inovar nas estratégias de marketing e de relacionamento com o cliente.

Frente às várias possibilidades e ramificações do marketing, é hora de olhar para o público e para o mercado com uma perspectiva mais científica. Sendo assim, este é o momento oportuno para entender o que é neuromarketing e de que forma essa ferramenta pode alavancar vendas e beneficiar a reputação das empresas.

Tudo começa com o entendimento do cliente e com a ampliação da capacidade de conexão com as pessoas. Vamos então lhe apresentar mais do que o entendimento sobre o que é neuromarketing. Neste texto você vai aprender a usá-lo em seu negócio. Vamos lá?

Entenda o que é neuromarketing

De um modo bem simples, o termo é a junção do marketing com a neurociência. É um campo do conhecimento que aprofunda a pesquisa e os saberes acerca do comportamento de compra das pessoas, a relação com as marcas, com o mercado e o consumo de um modo geral.

Por meio do neuromarketing, é possível identificar qual a relação emocional o cliente tem com o produto e como as organizações podem quebrar as barreiras e objeções racionais que o impedem de efetivar uma compra, por exemplo.

Com esse conhecimento, você se torna capaz de refinar suas estratégias, aproximar-se de forma mais verdadeira do cliente e entender a fundo sua demanda.

Saiba como o cérebro funciona e a relação com o neuromarketing

A efetividade das técnicas e práticas de neuromarketing tem por base o funcionamento do cérebro humano. Cada parte do cérebro responde a um tipo de estímulo e é exatamente esse conhecimento que fará de sua estratégia a mais bem-sucedida possível. Quer saber de que forma?

O que possibilita essa maior efetividade é a ampliação da capacidade de comunicação com o cliente e o acesso a pontos decisivos do cérebro, como a área das emoções, a memória, a área do aprendizado e assim por diante.

A seguir, temos uma breve explicação a respeito das três macro divisões básicas do cérebro. Confira!

Cérebro reptiliano

Esse setor do cérebro comporta nossos instintos — grosso modo, o lado animal. É uma estrutura neurológica que se desenvolveu a partir dos reptéis, e os reinos e espécies posteriores já contavam com o cérebro reptiliano.

Além de ser responsável pela tomada de decisões, é ele que trabalha percepções como medo e proteção, e está ligado às necessidades primitivas e básicas: fome, aquecimento, sede e outros. É aqui que o neuromarketing pretende chegar.

Cérebro límbico

Numa camada mais “acima”, encontramos a zona chamada espaço límbico, cujas atribuições são emocionais. Sim, é nessa parte que estão a criatividade, a emoção, os sentimentos, a empatia, a necessidade de convivência social. De um modo geral, essa é a parte da emoção.

Neocórtex

Ao avançar mais, chegamos ao neocórtex, o lado racional e analítico do cérebro. As informações lógicas e numéricas são processadas nessa seção. As principais barreiras como prazo de entrega, preço, condições de pagamento, entre outras, estão armazenadas aqui.

Ressaltamos que todas as partes se comunicam e todos nós temos as três funcionando o tempo todo. O que acontece com pessoas mais racionais ou mais emocionais é uma questão de predominância de um dos lados e suas características.

Veja como aplicar o neuromarketing em sua estratégia

Agora que você viu como o cérebro funciona e quais partes deve acessar, conforme seu objetivo, veja alternativas certeiras para usar o neuromarketing nas estratégias e ações da empresa.

Utilize imagens instigantes

As imagens normalmente são decodificadas de forma mais rápida pelo cérebro. Por isso, muitas vezes, o apelo de fotos e figuras é maior do que de palavras. O texto também tem seu potencial neurolinguístico. A tônica aqui é a agilidade de interpretação.

Invista em storytelling

Transformar o discurso da sua empresa em uma história, criar um enredo para falar de sua marca e de seus produtos é altamente recomendado. A efetividade do storytelling está na rápida conexão que esse formato de comunicação tem com a parte límbica do cérebro.

Não é à toa que as empresas que investem em marketing de conteúdo, branding e estratégias que contemplam o storytelling prosperam mais e são mais amadas pelo público. A marca Johnnie Walker é um ícone nesse quesito.

Use ancoragem de preço

Sabe aquela sensação agradável de estar pagando um preço justo, ou ainda a sensação de vantagem que se tem ao ver aquelas placas enormes anunciando uma promoção? A ancoragem de preço trabalha nesse viés.

Aposte na psicologia das cores

Além de o cérebro ser mais sensível aos recursos visuais, as cores são capazes de despertar e estimular sensações e comportamentos. A psicologia das cores é amplamente utilizada pela publicidade e pelo design.

Como exemplo, temos redes de alimentação que exploram os tons de vermelho e amarelo, que estimulam a fome, as clínicas e consultórios que optam por verde claro, ligado à saúde e as empresas de cosméticos femininos que exploram os tons de rosa, tradicionalmente associados à feminilidade.

Use gatilhos mentais

Os gatilhos mentais são uma espécie de incentivo a vontades, atitudes e necessidades que já estão pré-modeladas dentro da mente das pessoas. O que o neuromarketing faz é puxar esses gatilhos.

Um exemplo: há uma atração coletiva pelo bem-estar físico e pela estética, certo? Ao se deparar com frases que estimulam e enaltecem o cuidado com a beleza, o gatilho é ativado e já se tem uma alta disponibilidade em consolidar a compra de algum produto ou serviço relacionado.

Já há alguns anos, ficou provado que a maioria das decisões de compra são diretamente influenciadas por fatores emocionais em detrimento de fatores racionais. A quebra da barreira racional coloca as empresas em contato com o lado humano, com as expectativas, sonhos e fragilidades do público.

Usado com ética e responsabilidade, esse é um recurso de alto impacto e pronto a alavancar seus negócios. Portanto, é bom que as organizações entendam logo o que é neuromarketing, caso contrário, terão muito trabalho para estarem novamente em alta junto dos consumidores.

Vamos conversar então, agora que você já sabe o que é neuromarketing. Deixe seu comentário contando como essa ciência vai transformar seu negócio.